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Title: Vandalismo em protesto deixa rastro de destruição nas ruas da Cinelândia
Author: Diário de Riachão
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RIO - O barulho alto dos alarmes das agências bancárias depredadas nas ruas próximas à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, na madrugada ...
RIO - O barulho alto dos alarmes das agências bancárias depredadas nas ruas próximas à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, na madrugada desta terça-feira, dava o tom exato do rastro de destruição provocado por mais uma manifestação pacifica que acabou em violência, realizada na noite anterior. Pelo menos nove agências foram depredadas em três vias diferentes, um ônibus foi incendiado e cerca de outros dez tiveram vidros quebrados. Vários prédios foram pichados, entre eles o Palácio Pedro Ernesto, local onde foi atirado um coquetel molotov. Estabelecimentos comerciais também foram alvos dos vândalos, que estavam mascarados e vestidos de preto.
Em todas as ruas próximas à Câmara, muito lixo queimado, além de objetos e aparelhos eletrônicos arrancados das agências bancárias. A Avenida Rio Branco foi a mais afetada. Ao longo do trecho da Cinelândia, pelo menos cinco agências foram totalmente depredadas, sendo duas do Bradesco, uma do Santander, uma do Itaú e outra do Citibank. Além das vidraças quebradas, os vândalos invadiram as agências e destruíram computadores, caixas eletrônicos, câmeras de segurança e outros objetos.

Também na Rio Branco, uma loja da Nextel, no prédio do Consulado da Angola, foi totalmente destruída e saqueada. No mesmo edifício, a agência de viagens da empresa aérea Tap - Air Portugal foi depredada. Um restaurante também teve a fachada danificada. Por volta de 1h, um trecho da avenida foi fechado para a Comlurb fazer a limpeza. Os funcionários da empresa tiveram que usar um trator no serviço. Alguns catadores de materiais recicláveis também estavam catando os pedaços dos aparelhos quebrados.

Na Avenida 13 de Maio, mais duas agências bancárias foram destruídas, sendo uma do Itaú e outra do Banco do Brasil. Nessa última, no Edifício Municipal, mais de 10 caixas eletrônicos foram quebrados, além de todos os vidros e câmeras do sistema de segurança. Nas paredes, entre as pichações contra os governantes e a Copa do Mundo de 2014, uma frase em referência ao grupo de mascarados chamado de Black Bloc: 'BB's no Poder'. No início da madrugada, alguns manifestantes ainda permaneciam no local.

Mais duas agências foram depredadas na Rua Senador Dantas, uma do Mercantil do Brasil e outra do Banco do Brasil.

Ônibus incendiado

Ainda na noite de segunda-feira, um ônibus da linha 324 (Ribeira - Castelo) foi incendiado na Avenida Rio Branco, próxima à esquina com a Rua Santa Luzia. De acordo com testemunhas, cerca de 10 coletivos também foram depredados. Por conta disso, passageiros reclamaram da falta de ônibus na madrugada desta terça-feira. Por volta de 2h, cerca de 30 pessoas estavam esperando ônibus no ponto da Central do Brasil. O mesmo acontecia na Rua Primeiro de Março, na altura do Largo do Paço.

— Estou há quase duas horas esperando um ônibus para a Ilha. Normalmente, não fico mais de 30 minutos. Ainda não sei como vai ser, pois tenho que chegar em casa e ir para a faculdade de manhã cedo — contou o operador de caixa, Edeson Soares Júnior, de 21 anos, que cursa Jornalismo numa universidade em Bonsucesso.

De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), a manifestação reuniu cerca de 50 mil pessoas. Porém, a PM confirmou apenas dez mil. Durantes duas horas e meia, os manifestantes, de forma pacifica, caminharam pelas ruas do Centro. Depois de 20h, um grupo de vândalos se infiltrou na manifestação, dando início a depredações, o que gerou conflitos com a PM.

Pelo menos 15 pessoas foram detidas e levadas para a 5ª DP (Mem de Sá) e 17ª DP (São Cristóvão). Catorze foram liberadas ainda durante à noite de segunda-feira. Apenas um homem, identificado como Edgar José da Silva, de 34 anos, permanece preso. De acordo com a Polícia, ele foi preso perto da Central do Brasil com quatro televisões de 32 polegadas, vários chinelos e fraldas descartáveis. Ele não soube explicar a procedência do material e foi preso e levado para a 5ª DP. Porém, nenhuma loja de departamentos foi arrombada durante a manifestação. Com cinco passagens por furto, Edgar foi autuado por receptação.

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