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Title: Protesto contra a Copa do Mundo acaba em conflito em São Paulo
Author: O Diário de Riachão
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A passeata contra a Copa do Mundo, que iniciou pacífica, acabou em conflito com a Polícia Militar por volta das 20h deste sábado. Con...
A passeata contra a Copa do Mundo, que iniciou pacífica, acabou em conflito com a Polícia Militar por volta das 20h deste sábado.

Convocados pelas redes sociais, centenas de manifestantes se reunir à tarde no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para protestar contra o evento esportivo no Brasil. Quando a marcha chegou próximo ao Theatro Municipal, uma parte desse grupo atacou a sede da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e uma lanchonete do McDonald´s, na rua Barão de Itapetiniga.


As poucas lojas que estavam abertas na região acabaram fechando. A PM se postou em linha na frente do theatro e os manifestantes começaram a jogar pedras e outros objetos contra os policiais, que não revidaram. Em frente à Igreja da Consolação, alguns manifestantes incendiaram uma lixeira, e um Fusca, que tentava passar pelo local, acabou pegando fogo. Dentro do carro estavam dois casais e uma criança, que saíram sem ferimentos. O Fusca, no entanto, foi totalmente destruído.


As poucas lojas que estavam abertas na região acabaram fechando as portas
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Pelo menos 30 manifestantes que invadiram o hotel Linson, na Rua Augusta, no meio da confusão, foram detidos. Eles estão todos imobilizados pela polícia dentro do local.


Manifestantes incendiaram uma lixeira, e o fogo acabou atingindo um Fusca, que ficou totalmente destruído. Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

A maior tensão é na Rua Augusta, praticamente sem policiamento, onde uma agência do Santander, uma concessionária da Fiat e um ônibus foram depredados. O grupo de manifestantes atacou um pequeno grupo de policiais, que fugiu. Logo depois, 10 viaturas da Força Tática enfrentaram os manifestantes, jogando bombas de efeito moral e dispersando a multidão.


Agências bancárias e concessionárias foram depredadas depois que confusão começo. Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Ato começou leitura de manifesto "Não vai ter Copa"

Desde as 15h30, cerca de 600 pessoas se reuniam sob a bandeira de que "Não vai ter Copa". O policiamento está sendo reforçado na Avenida Paulista em preparação para o protesto. A marcha começou pouco antes das 18h. Por volta das 19h30, o grupo, que já tinha mais de 1,5 mil pessoas, chegou à prefeitura de São Paulo.

A pista da Avenida Paulista no sentido da Rua da Consolação está interditada desde por volta das 17h. O trânsito em todas as quatro faixas foi interrompido para permitir a caminhada dos manifestantes. No sentido Paraíso, o tráfego segue liberado para os veículos. A entrada de estações de metrô na região continua aberta, porém com segurança reforçada.​




Alguns manifestantes colocaram fogo em um Fusca e também atacaram um carro da Guarda Civil Metropolitana, tentando virar o veículo
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Por volta das 16h30, foi lido um manifesto para a Polícia Militar, que acompanha o protesto. No manifesto, os representantes afirmam que "o Brasil vai sediar a Copa do Mundo de 2014, mas essa não foi uma vitória para o desenvolvimento brasileiro, e sim uma derrota para os direitos da população". Eles relembraram os protestos da população no ano passado para destacar o que consideram uma insatisfação da população com os gastos do evento esportivo no País.

"O levante de junho de 2013 mostrou claramente o que os brasileiros já perceberam: os gastos milionários na construção de estádios não melhoram a vida da população, apenas retiram investimentos dos direitos sociais. Junho de 2013 foi só o começo, e os movimentos coletivos indignados que querem transformar a realidade afirmam, através dessas diversas lutas, que sem a consolidação dos direitos sociais (saúde, educação, moradia e transporte), não há possibilidade de o povo brasileiro admitir megaeventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas", garantiram os manifestantes.

Rio de Janeiro também tem protestos

Dezenas de pessoas se reuniram em frente ao hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, para protestar neste sábado contra a realização da Copa do Mundo no Brasil.

No Rio, manifestantes fecham a avenida Atlântica e gritam palavras de ordem em direção ao ArpoadorFoto: Paula Bianchi / Terra

Enquanto um grupo angariava assinaturas contra um projeto de lei que pretende proibir protestos durante o Mundial, outro se ocupava confeccionando cartazes. Entre os dizeres, houve espaço até para protestos bilingues - com os dizeres "não venha para a Copa" lado a lado de "World Cup for whom?" (Copa do Mundo para quem?).

Os manifestantes fecharam a Avenida Atlântica e é grande o número de mascarados. As pessoas caminham pela avenida em direção ao Arpoador gritando palavras de ordem.

Um grande contingente de policiais acompanhou, de longe, a movimentação dos manifestantes, e grades foram colocadas no entorno do hotel.



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