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Title: Após falha na divulgação da Pnad, governo quer saída de presidente do IBGE
Author: O Diário de Riachão
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O Palácio do Planalto avalia que a melhor saída para a crise envolvendo os erros do IBGE na divulgação da Pnad (Pesquisa Nacional por Amo...
O Palácio do Planalto avalia que a melhor saída para a crise envolvendo os erros do IBGE na divulgação da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) que vieram à tona na sexta (19), é a presidente do órgão, Wasmália Bivar, pedir demissão.


O governo, porém, não pretende tomar nenhuma decisão antes de concluídas as duas sindicâncias abertas para apurar a responsabilidade pelos erros. Na sexta, o IBGE divulgou que o peso das regiões metropolitanas havia sido superestimado em sete Estados, alterando resultados de vários indicadores.

Reportagem desta terça-feira (23) mostra que o clima no IBGE continua tenso após os erros da Pnad, mas a avaliação é que o tom do governo “baixou” e que a presidente Wasmália Bivar não pretende se demitir.

Com a distorção na Pnad, o índice de Gini do trabalho (medida da desigualdade a partir da distribuição dos rendimentos do trabalho) de 2013, por exemplo, foi divulgado como sendo 0,498; pelo cálculo correto, seria 0,495, contra 0,496 em 2012 (quanto mais perto de 1, maior a desigualdade).

Segundo a Folha apurou, a presidente não quer se precipitar, para não ser acusada de cometer injustiças, mas sua equipe acredita que houve falha técnica grave, que recomendaria o afastamento da presidente do IBGE.

A posição, segundo assessores presidenciais, foi acatada por Dilma.A presidente do IBGE, no entanto, não pretende pedir demissão, segundo auxiliares próximos (leia texto ao lado). Como Wasmália não cedeu às pressões vindas do governo para que saísse do cargo, o Ministério do Planejamento passou a defender que qualquer medida administrativa seja tomada só depois da sindicância, que tem prazo de 30 dias.

No domingo (21), a presidente afirmou que o IBGE deveria ter rechecado os dados antes de publicá-los para evitar um erro “banal”.

“O que eu acho dessa questão do IBGE? Checar e rechecar números. O erro foi muito simples, não era erro complexo. Foi detectado por quem? Por todos aqueles que trabalham com microdados. Consultorias, instituições de pesquisa e tal. O IBGE tem seu mérito, que prontamente reconheceu o erro.”

A presidente afirmou ainda não acreditar em erro proposital, acrescentando que, se for constatada “qualquer falta” nas sindicâncias internas promovidas pelo governo, a presidente do órgão não poderá ficar no cargo.

Além do índice de Gini, foram divulgados com erro dados sobre o rendimento médio do trabalhador, que passou de uma expansão de 5,7%, divulgada na quinta-feira, para alta de 3,8%.

A renda foi modificada de R$ 1.681 para R$ 1.651. A taxa de analfabetismo foi corrigida de 8,3% para 8,5%. A expansão no número de pessoas ocupadas, que na quinta foi divulgada como 7,2%, foi alterada para 6,3%.


VALDO CRUZ
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