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Title: Estupro e assassinato: Centro da Mulher fala de onda crescente de violência e reclama de impunidade
Author: O Diário de Riachão
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A crescente onda de violência contra as mulheres está aumentando em todo o país, de acordo com o Centro da Mulher 8 de março, a maior cau...
A crescente onda de violência contra as mulheres está aumentando em todo o país, de acordo com o Centro da Mulher 8 de março, a maior causa ainda é a impunidade dos agressores e destaca que é preciso o investimento em políticas públicas para frear esse fenômeno.

Só em João Pessoa no final da tarde e noite desta terça (23), três mulheres foram agredidas: uma na rua da Areia por um cliente que não quis pagar o programa e outras duas foram estupradas, uma em Tambauzinho e outra na Orla de Tambaú. Em Baía da Traição, Litoral Norte, um homem matou a ex-mulher porque não aceitava o fim do relacionamento.

De acordo com a advogada do Centro da Mulher, Fátima Aquino, no Brasil inteiro tem essa crescente manifestação de violência contra a mulher. “Acreditamos que pode ser que agora esteja sendo mais visualizado, dado o momento onde tudo se sabe, tudo se divulga. A probabilidade de esses acontecimentos estarem na boca de todos, sabemos mais rapidamente o que está acontecendo”, diz.

A advogada destacou que as campanhas são permanentes, o Centro faz visitas à escolas, reuniões, palestras em locais onde é convidado e tenta conscientizar as mulheres, empoderando, dando conhecimento e informação para que reajam no sentido de que denuncie, se afastem e se libertem da escravidão.

Sobre as causas, principalmente da onda de estupros, Fátima conta que ‘não tem resposta’. “A violência está imensa, nos outros estados também tem essa onda de mulheres violentadas fora do âmbito familiar. Acreditamos que políticas públicas de nível nacional poderiam trazer algum resultado benéfico”, conta.

Porém, para a advogada, não é apenas uma questão de conscientização dos homens, também há a impunidade. “Muitos casos acontecem e ficam impunes, há quase uma banalização a questão do estupro contra a mulher”, reclama.

“Acreditamos que políticas públicas, conhecimento, informação e conscientização dos humanos, homens e mulheres, poderia trazer benefício a sociedade como um todo. A violência contra a mulher, estupro, violência física ou psicológica traz prejuízo para a sociedade. A sociedade fica ferida. A Paraíba inteira está muito triste e ferida por conta desses últimos acontecimentos”, conclui.

Estes dois casos recentes de estupro em João Pessoa, aconteceram às vésperas do julgamento do acusado de ser o mentor do estupro coletivo em Queimadas. Onde seis mulheres foram estupradas e duas delas assassinadas durante uma festa em 2012.

Marília Domingues
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