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Title: Vitória de Trump contraria pesquisas e projeções nos EUA
Author: Diário de Riachão
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Donald Trump discursa após ser declarado vencedor nas eleições, em Nova York, na madrugada de quarta (9) (Foto: Reuters/Carlo Allegri) ...
Donald Trump discursa após ser declarado vencedor nas eleições, em Nova York, na madrugada de quarta (9) (Foto: Reuters/Carlo Allegri)

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos nesta quarta-feira (9) contrariou expectativas dos eleitores. Isso porque, até os últimos instantes, Hillary Clinton era apontada como favorita em praticamente todas as pesquisas de intenção de voto e nas projeções feitas por institutos e pela imprensa.
A demora na definição de alguns estados, onde os números ficaram muito próximos até o fim da apuração, fez com que a primeira projeção sobre a vitória do candidato republicano tenha saído apenas às 5h32, muito mais tarde do que nas eleições anteriores. Em 2012, por exemplo, o resultado já era conhecido antes das 2h30 da quarta.

Pesquisas
Apesar de sofrer uma queda na última semana de campanha, principalmente após a revelação de que o FBI estava analisando mais de seus e-mails, Hillary ainda chegou à eleição tendo uma média de 4 pontos de vantagem nas principais pesquisas.

Na segunda-feira, o site Real Clear Politics listava oito pesquisas. O republicano aparecia na frente em apenas uma, a do LA Times/USC Tracking. Nas outras sete, a democrata liderava por uma margem que ia de 1 ponto (IBD/TIPP Tracking) a 7 pontos (NBC News/SM).

O site Huffington Post calculou a média entre 375 pesquisas de 43 fontes e atribuiu, também na véspera da votação, 47,5% para a democrata e 42,3% ao republicano.


Além disso, uma pesquisa Reuters/Ipsos projetou que ela tinha 90% de chances de vencer, e o “New York Times” anunciou que a taxa era de 84%. Um dos sites que davam maiores chances a Trump era o FiveThirtyEight, com apenas 27%.

Virada de Trump e estados decisivos
Às 0h30 (horário de Brasília), o NYT passou a apontar uma virada, atribuindo a Trump 55% de chances de vitória. A partir desse horário a porcentagem foi aumentando, até estabilizar em “mais de 95%”.

Segundo o FiveThirtyEight, Hillary se saiu até melhor do que as pesquisas previam no Novo México, em Nevada e Colorado, mas teve uma votação bem abaixo do esperado em Wisconsin, Ohio e Iowa, que somavam mais votos no colégio eleitoral.

Uma série de vitórias inesperadas garantiu a Donald Trump a eleição deste ano. Ele conquistou, por exemplo, os três estados onde as pesquisas mostravam maior indefinição e cinco dos “swing states”, aqueles que não têm tradição histórica de pender para nenhum dos partidos.
Eleitores votam na Dalton Elementary School, em Azusa, na Califórnia, na terça (8) (Foto: Reuters/Mario Anzuoni)

Entre os estados considerados decisivos para o resultado, Trump conquistou a Flórida, onde Hillary chegou a liderar por uma pequena margem durante grande parte da apuração e onde Barack Obama ganhou em suas duas eleições.

Segundo análise do “The New York Times”, o número de votos de eleitores brancos e com maior renda foi suficiente para que ele abrisse uma margem capaz de compensar o eleitorado latino da Flórida, que em sua grande maioria votou em Hillary.

Trump venceu ainda em estados como Wisconsin e Pensilvânia, que também tinham pesquisas equilibradas, e Ohio, onde tinha uma margem muito pequena de vantagem e corria o risco de sofrer uma virada.


Ao vencer Wisconsin, Trump somou 276 votos no colégio eleitoral, seis a mais do que o necessário para ser declarado vencedor. Nem mesmo o fato de ganhar no estado mais representativo, levando os 55 delegados da Califórnia, foi suficiente para que Hillary o alcançasse.

Ainda segundo análise do NYT, a derrota de Hillary pode ser em grande parte explicada por sua incapacidade de abrir uma margem confortável no sudeste do país. A disputa adquiriu então um peso maior em regiões onde Trump era mais forte, como os estados conservadores do Sul e do Meio-Oeste.

Além disso, sua ampla vantagem nos votos antecipados em diversos estados pode ter criado uma falsa impressão de que isso se repetiria na votação de 8 de novembro.

G1
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